terça-feira, 8 de novembro de 2016

Startup desenvolve equipamento funcional para a prática de surfe

Diversos exercícios podem ser praticados na prancha

A Surf Evolution, de Florianópolis, desenvolveu uma linha de equipamentos funcionais para o aprendizado e o aprimoramento do surfe e outros esportes, como o stand up paddle. Além do condicionamento físico, os equipamentos proporcionam a interatividade do usuário, por meio da realidade virtual e emitem uma avaliação de desempenho ao final do treino.
A startup já conquistou reconhecimentos e prêmios importantes, tais como Sinapse da Inovação IV e o InovAtiva Brasil, assim como o apoio de várias instituições. Nos dois primeiros anos de atuação da empresa, todo o investimento foi revestido em estudos, peças e profissionais.


Foto: Divulgação  
Foto: Divulgação
 
“O projeto chegou no ponto de maturação para entrar no mercado. Atuaremos principalmente com locação, venda e franquias de centros de treinamento de surfe em academias de ginástica, resorts, hotéis, transatlânticos, academias residenciais, shoppings e escolinhas de surfe”, explica o CEO da empresa, Francis França.


Agora, com o protótipo pronto e a empresa estabelecida, a Surf Evolution busca investidores para injeção de capital e lança uma campanha de Equity Crowdfunding, uma modalidade de financiamento coletivo/colaborativo. A campanha busca investidores em todo o país para comprar 10% da empresa, dividida em 100 partes iguais de R$10 mil. “Nosso objetivo com essa campanha é trazer parceiros e investimentos que serão revertidos na implementação do nosso plano de negócio. O processo é bastante simples e tudo é feito de forma transparente”, completa.
Confira um vídeo com a utilização do produto aqui!

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Dicas para escolher o shape de longboard perfeito



Se você já é um skatista experiente ou pretende começar a praticar o esporte, deve ter em mente que o skate tradicional é apenas uma das muitas opções que existem no mercado atualmente.
Os skates convencionais, que vemos frequentemente nas ruas, possuem shapes menores — entre 29″ a 33″ de comprimento — e são mais usados por quem busca por manobras radicais sob diversos obstáculos, como bordas e corrimões ou rampas.
Já os longboards são skates que possuem shapes mais compridos, e são os ideais para quem curte velocidade e outras aventuras. Os segmentos que utilizam skates longboard são variados, e para cada um deles há um tipo de shape mais apropriado.
E aí, quer saber mais sobre o assunto para escolher o shape de longboard pefeito para a sua modalidade? Então continue lendo este post e confira as dicas que listamos para você!

1. Escolha a largura do shape

A largura do shape é um item muito importante, e para o qual você deve se atentar, porque, quanto mais largo for o shape, maior será a sua estabilidade sobre ele. Contudo, shapes mais largos são mais pesados, e dificultam a execução de manobras.
Então, se você está em busca de velocidade, os shapes largos irão favorecer o seu equilíbrio. E vale lembrar que a sua altura também irá influenciar na escolha, pois pessoas mais altas tendem a ter pés maiores e, portanto, necessitam de shapes maiores.

2. Escolha o tamanho do truck

O truck tem a finalidade de fixar as rodas no shape de longboard; ele é composto por uma base, que possui a trave e o eixo que seguram as rodas, e por um parafuso central que acomoda os amortecedores, fixando a trave à base.
A aderência do longboard ao terreno dependerá também do tamanho da trave — quanto maior for a trave, maior será a estabilidade do skatista sobre o shape.
Os amortecedores tem diferentes formatos e durezas, uma para cada tipo de aplicação, tudo depende de suas necessidades.
A escolha do truck dependerá também da modalidade escolhida pelo praticante.

3. Considere as diferentes modalidades

Trucks com trave acima de 180 mm são mais apropriados para speed, pois diminuem o atrito e minimizam o desgaste das rodas.
Algumas traves de 200 mm tem o eixo mais grosso, portanto precisam de rolamentos diferentes dos convencionais .
trucks com traves menores são mais indicados para downhill slide e para street, pois os pontos de pressão (extremidades da trave) estão mais próximos e tornam a trave mais resistente a impactos.

Cruising

Para essa modalidade, o shape estilo Pintail é o mais recomendado. Isso porque, normalmente, esses shapes são bem longos — com cerca de 42” de comprimento ­— e se assemelham a uma prancha de surf.
Além disso, os shapes Pintail são muito confortáveis, e você pode andar sem se preocupar com manobras ou slides. É importante ressaltar que as rodas devem ser macias para o crusing, para diminuir o atrito e suavizar o passeio.
Outra opção são os mini cruisers skates em miniatura, que podem ser carregados para qualquer lugar dentro de uma mochila, por exemplo.

Freestyle ou Street

Os shapes para longboard freestyle medem cerca 40”, mas podem ser maiores caso você também queira praticar dancing. Esse tipo de shape se assemelha mais a um skate comum e pode conter um pouco de tail e nose para facilitar a execução de manobras. As rodas com dureza mediana (até 84 A) são as mais indicadas para essa modalidade.

Downhill slide

downhill slide vem ganhando cada vez mais adeptos no Brasil, e é indicado para quem procura adrenalina e emoção. O estilo consiste na decida de ladeiras ou ruas com inclinação moderada, nas quais o skate pode atingir velocidades bem altas.
Assim, o praticante tem a liberdade de executar várias manobras de derrapagem, utilizando as mãos e os pés em movimentos dignos de um artista circense.
Para os slides, você tem a possibilidade de usar shapes sem nose e tail, que possuam as laterais côncavas — isso facilitará com que o skate faça as curvas ideais. Quanto a isso, alguns atletas preferem utilizar skates do estilo old school para fazer os slides.
Outro detalhe importante para essa modalidade são as rodas. Para slides, elas devem ser mais duras, pois nesse caso o atrito é muito importante. Opte por rodas acima de 85 A, e com cantos arredondados.

Downhill speed

Acima de tudo, o foco de quem escolhe essa modalidade é a velocidade — alguns atletas mais experientes chegam a alcançar cerca de 120km/h durante competições internacionais.
Para o downhill speed, os shapes devem ser rebaixados e os trucks devem estar parafusados por cima do shape. Isso fará com que você tenha mais estabilidade, pois o centro de gravidade ficará o mais baixo.
Tail e nose não são necessários nessa modalidade, e as rodas não podem ser muito duras para não deslizarem no chão com muita facilidade. Opte por rodas mais macias, que vão grudar melhor no chão, mas se for descer uma ladeira onde é necessária a realização de slides para desacelerar o skate, use uma dureza intermediária.
Sempre vale ressaltar que o uso de capacete e de outros equipamentos de segurança é indispensável para quem pratica o estilo downhill speed.

Dancing

Como o próprio nome já diz, os praticantes do dancing têm o objetivo de dominar a arte de dançar sobre o skate, executando diversas coreografias aleatórias. Aqui, a música é um bônus e complementa o prazer de quem vê no skate mais do que um esporte.
Os longboards para dancing devem ter acima de 42”, e uma largura apropriada para os pés ficarem por inteiro sobre o shape. Muitos leigos no assunto chegam até a confundi-lo com uma prancha de surf, porém, as rodas estão lá para tirar essa dúvida!
Enfim, agora que você já conhece os diferentes tipos de shape de longboard para cada modalidade, ficou mais fácil escolher o mais adequado para o seu estilo. Inclusive, com tantas modalidades para praticar, deve ter ficado difícil escolher a mais interessante, não é mesmo?

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Boituva – SP , um dos locais mais populares para a prática do balonismo no Brasil

Esportes de aventuras se tornam olímpicos e cada vez mais ganham adeptos no Brasil e no mundo 



Nos próximos Jogos Olímpicos de 2020 em Tóquio, serão inclusas cinco novas modalidades. Dentre elas, três são esportes de aventura: surfe, skate e escalada esportiva. Essa novidade mostra que a ascensão dos esportes radicais atrai cada vez mais público, principalmente o jovem ao redor do mundo.
Nas próximas Olimpíadas, o skate será disputado por homens e mulheres, nas categorias park e street e deve contar com 80 atletas. Já a escalada esportiva prevê a participação de 40 atletas masculinos e femininos nas categorias combinadas boulder, dificuldade e velocidade.
O surf também contará com a presença de 40 atletas, nos dois gêneros, e será disputado com a prancha shortboard, também utilizada nas principais competições internacionais. Atletas como Gabriel Medina e Adriano de Souza, o Mineirinho, comemoraram muito esse fato e já começaram os preparativos para as próximas Olímpiadas. “É uma honra que o surf agora faça parte dos Jogos Olímpicos. Na verdade, é um sonho sendo realizado não só para mim, mas também para todos os surfistas. E vai ser uma honra representar o nosso país”, afirmou o campeão mundial Medina.
Os principais esportes radicais praticados no Brasil
Há outros esportes radicais que são praticados ao redor do mundo como buildering, ultramaratona, base jump, skyline, balonismo, zorbing, paraquedismo, entre outros. No Brasil, o clima, a vegetação e o relevo completamente diferentes entre as cidades grandes e pequenas de norte ao sul do país formam um ambiente ideal para praticar esportes radicais.
Os 10 esportes radicais mais praticados no Brasil são: balonismo, surfe em grandes ondas, street luge, rafting, voo livre, base jump, rapel, motocross freestyle, wingsuit e paraquedismo (um dos esportes radicais mais populares no mundo).
O balonismo é um dos esportes radicais mais antigos do mundo e foi inventado por um brasileiro, o padre Bartolomeu de Gusmão. O padre conseguiu a façanha de sair do chão por quatro metros em uma apresentação na capital portuguesa para o Rei Dom João V e sua corte. Atualmente, os locais mais populares para a prática do balonismo no Brasil são as cidades do interior de São Paulo: Piracicaba e Boituva.
Boituva, a maior região de paraquedismo da América Latina
Além do balonismo, Boituva possui a maior área livre para paraquedismo da América Latina e uma das maiores do mundo. Anualmente, milhares de pessoas vão para a cidade a fim de praticar essa atividade que encanta pessoas de todas as idades.
O paraquedismo é um dos esportes radicais mais praticados e procurados em todo mundo. Desde os fãs de atividades mais intensas até aquelas pessoas que procuram desafiar seus medos, todos acabam procurando uma escola para se arriscar naquele salto de aventura. Em geral, o treinamento é rápido e o salto para os iniciantes é sempre acompanhado por um profissional autorizado.
Pensando nisso, o recordista mundial de velocidade no paraquedismo, Eduardo Meirelles, fundou o Clube Escola Paraquedismo Boituva em 1996, com o objetivo de ensinar a todas as pessoas que cultivam o desejo de voar. Ele também comemora muito a ascensão dos esportes radicais e a inclusão nas Olimpíadas. “Apesar do paraquedismo não ser um dos esportes inclusos nos Jogos Olímpicos, para todos nós que amamos esportes de aventura, essa é uma grande conquista e mostra como tem crescido o interesse do público nestes esportes”, disse Meirelles.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Mila Ferreira conquista o título mundial de kitesurfe no estilo Wave

Atleta vence a etapa de Dakhla, no Marrocos, e deixa africana e inglesa para trás

A brasileira Mila Ferreira fez história no último dia 19 de outubro. A carioca conquistou o título mundial de kitesurfe na categoria Wave ao vencer a segunda etapa do Circuito Mundial da Global Kitesports Association em Dakhla, no Marrocos. Somado ao segundo lugar conquistado nas Ilhas Maurício, em setembro, Mila chegou aos 1900 pontos, deixando para trás Ninja Bichler, da própria Ilhas Maurício, e a inglesa Kristin Jones. O Brasil tem em sua história outros títulos na modalidade. Bruna Kajiya já foi campeã no freestyle e Guilly Brandão é tricampeão mundial na categoria Wave.

Milla Ferreira comemora o título da segunda etapa do Mundial, em Dakhal, no Marrocos (Foto: Facebook Oficial da GKA) 
Milla Ferreira comemora o título da segunda etapa do Mundial, em Dakhal, no Marrocos (Foto: Facebook Oficial da GKA)


- Eu sou a única brasileira competindo o circuito mundial. Foi muito difícil para eu chegar até esse titulo. Quase dez anos na luta, treinando muito, todos os dias. Disputando campeonatos locais, brasileiros e mundiais. Muitas vezes perdendo de cara e voltando para casa. Quando se passa por tudo isso sem patrocínio, pagando do seu bolso, é muito difícil. Mais tarde, conquistando títulos consegui meus primeiros parceiros, que me ajudam muito em todas as viagens. Com certeza esse título é deles também - disse a atleta.

Mila agora embarca para o Havaí para um período de treinos até março de 2017, já focando na próxima temporada. Ela também irá participar da gravação de um programa para o Canal Off.

- O Havaí é a Meca do surfe. E, naturalmente, um lugar fantástico para a prática do kite também. Essa viagem já estava programada antes mesmo da divulgação das etapas do circuito mundial. Mas antes de ir vou fazer uma festa para comemorar ao lado da família, amigos e patrocinadores. Esse momento histórico precisa ser dividido com cada um que me ajudou a trazer o troféu pra casa - garantiu Mila.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Olimpíada de 2020, Brasil e Estados Unidos terão, cada um, 12 skatistas

Ao todo, 80 esportistas disputarão a edição japonesa no masculino e no feminino em duas modalidades, Park e Street. Classificação será feita através do ranking mundial

Leticia Bufoni é brasileira tricampeã dos X Games (Foto: Harry How / Staff) 
Leticia Bufoni é um dos principais nomes do skate brasileiro (Foto: Harry How / Staff)
 
Uma assembleia anual da Federação Internacional de Skate (ISF), realizada na última sexta-feira na cidade de Los Angeles, na Califórnia, definiu que Brasil e Estados Unidos terão, cada um, 12 skatistas nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. A decisão foi tomada porque os dois países são os mais tradicionais nas quatro rodinhas e, na última década, protagonizaram as disputas por títulos dos principais campeonatos. Ao todo, serão 80 atletas na Olimpíada nesse esporte, sendo 40 mulheres e 40 homens, divididos em duas modalidades, Park e Street.
- O Brasil, junto com os Estados Unidos, já têm vagas garantidas. Vão ser três para brasileiros tanto no Park quanto no Street, no masculino e no feminino. Serão 12 brasileiros que terão vaga garantida na Olimpíada de Tóquio 2020. E essa seleção vai ser realizada através do ranking mundial de 2019. Isso significa que os três brasileiros melhores colocados no ranking mundial de 2019 na modalidade Park ou Street, em seu gênero, têm vagas asseguradas. Por que esses países terão essa "regalia"? É porque hoje os principais skatistas do mundo, que disputam títulos nos últimos 10 anos, são os brasileiros e os americanos. Então, por serem potências e, para manter o nível técnico no evento alto, para entrarem grandes investidores e termos grandes ídolos, foi a forma que encontraram de garantir a presença das estrelas - comentou Ed Scander, atual vice-presidente da Confederação Brasileira de Skate (CBSk).

Luan Oliveira e Kelvin Hoefler comemoram na SLS (Foto: Street League Skateboarding (SLS)) 
Luan Oliveira e Kelvin Hoefler, do Brasil, na SLS (Foto: Street League Skateboarding (SLS))
 
Além dos três skatistas de Brasil e de Estados Unidos, entrarão os seis melhores da Europa, e os dois melhores das Américas, da África, da Ásia e da Oceania, totalizando 20 esportistas em cada modalidade e gênero. Ou seja, 80 skatistas ao todo na Olimpíada de Tóquio 2020. Todos serão selecionados através do ranking mundial de 2019.

Juntamente com caratê, escalada, surfe e beisebol, o skate foi aprovado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), em decisão que dividiu a elite e, após aparecer como demonstração nos Jogos da Juventude de Nanquim, em 2014, entrou no programa da edição japonesa com as modalidades Park e Street no ano passado. A primeira seguirá o formato de disputa do circuito mundial Vans Park Series, e a segunda, o regulamento da Street League Skateboarding (SLS).

Nyjah Huston é considerado o cara da SLS (Foto: Reprodução/Instagram) Nyjah Huston é hoje o principal rival do Brasil na modalidade Street (Foto: Reprodução/Instagram)
 
- Em relação às regras e julgamento, vai ser usado, no caso do Street, o que está sendo usado na Street League Skateboarding, que é o principal circuito de Street do mundo. Eles dão mais de um milhão de dólares de premiação durante o ano. Já o Park vai ser usado o sistema que está sendo hoje utilizado pelo Vans Park Series, que é o principal circuito mundial dessa modalidade - completou Ed Scander.
O Brasil estará muito bem representado em Tóquio 2020. Na modalidade Park, por exemplo, tem como principal nome o catarinense Pedro Barros, vice-colocado do ranking mundial (atrás apens do americano Alex Sorgente) e dono de seis ouros, três pratas e dois bronzes nos X Games. Além dele, no momento, Murilo Peres e Miguel Oliveira, no masculino, e Yndiara ASP, no feminino, são os destaques.
Já no Street, o Brasil é o país mais forte. Leticia Bufoni e Pâmela Rosa são a primeira e a terceira colocadas do ranking mundial no feminino. Monica Torres também já começa a dar as caras internacionalmente, tendo participado, inclusive, da disputa do Super Crown - espécie de decisão da SLS. Enquanto isso, no masculino, Luan Oliveira, em segundo (atrás somente do americano Nyjah Huston); e Kelvin Hoefler, em quarto no ranking mundial, são os principais nomes. Ivan Monteiro, Carlos Ribeiro, Felipe Gustavo, entre outros, também são postulantes às vagas.
As decisões referentes ao skate na Olimpíada de Tóquio 2020 são tomadas por uma comissão nomeada pela Comitê Olímpico Internacional (COI) e que formada pela Federação Internacional de Skate (ISF), representada por seus dirigentes máximos Gary Rehm e Neal Hendrix, além da Federação Internacional de Desportos sobre Patins (FIRS), cujo presidente é Sabatini Aracu. A FIRS é responsável pela parte burocrática e antidoping, e a parte técnica - montagem de pistas, formatos de disputa, seletivas, convocação de árbitros e comissões técnicas -, fica com a ISF.
Fonte: http://globoesporte.globo.com

sábado, 22 de outubro de 2016

Um Skate feito com um Pallet



Hoje em dia é muito comum ver móveis como sofás, camas e até estantes feitos de Pallets (ou Paletes, em português), aqueles estrados de madeira utilizados por fábricas, lojas de materiais para construção e outras segmentações para transportar produtos.

Mas voltando ao assunto que dá nome a esta postagem, um artista tcheco chamado Tomas Moravec resolveu criar um meio de transporte prático e sustentável. Para isso ele resolveu adaptar rodas de Skate a um Pallet (ele virou tipo o shape) e sair andando pelas ruas da Bratislava.

Você deve estar se perguntando como diabos ele controla o Skate maluco dele, certo? Pois bem, o segredo está ai, ele não controla! Pelo tamanho do Pallet, das rodas e graças a uma gambiarra feitas com rolamentos ele se encaixa perfeitamente nos trilhos das linhas de bondes que cortam boa parte da cidade.

Imaginem que massa, sair de casa, encaixar seu Skate maluco em trilhos e sair remando pela cidade?!

Vejam o vídeo:

 


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Jairo Lumertz ensina como se faz pranchas de pet em Porto

Surfista gaúcho leva, nestes sábado e domingo, workshop que já passou em diversos lugares do Brasil, no qual ensina crianças a confeccionarem o brinquedo usando lixo

 

Jairo Lumertz é um gaúcho, surfista dos bons que, um dia, quando morava no Havaí, nos idos de 2007, teve um estalo. Na intenção de reduzir o lixo do meio ambiente e, principalmente, confeccionar pranchas a valores módicos, deu vida a um protótipo feito a partir de garrafas pet. A iniciativa deu tão certo no arquipélago havaiano que, no Brasil, anos depois, repetiu a dose. Com esporte e ecologia unidos num só contexto, Jairo chega a Pernambuco, pela primeira vez, para ensinar como se fabrica o brinquedo. Nestes sábado e domingo, às 10h, no Palhoção do Bartô, em Porto de Galinhas, o foco é repassar o conhecimento às crianças e aos adolescentes do lugar, especialmente atendidas por instituições de Ipojuca.
- Fico sempre muito feliz de poder repassar esse conhecimento para a garotada. Na realidade, essa é uma atividade que envolve outras e suscita situações que vão além da limpeza do meio ambiente e da prática do esporte. Estamos falando de uma maneira também da garotada até comercializar as pranchas, alugá-las. Ou apenas brincar no mar, sem ter de desembolsar valores altos.

Jairo Lumertz Surfe (Foto: Arquivo Pessoal) 
Jairo Lumertz parte para o mar para brincar com pranchas de surfe de garrafa pet (Foto: Arquivo Pessoal)

A redução dos valores é uma realidade. Uma prancha de Stand Up Paddle (SUP), na qual o praticante fica em pé e é movida a remo, muito difundida no mundo inteiro, na versão “normal” custa mais de R$ 3 mil, dependendo do modelo. Feita de garrafas pet, sai, no máximo, por R$ 120. A menor, semelhante às vistas no litoral brasileiro, custa a metade do valor. A maior delas consome perto de oitenta pets: o meio ambiente agradece.
-  É um prazer muito legal você surfar em cima do lixo. Praticar um esporte e saber que contribuiu para limpar o meio ambiente. Por isso acho tão importante difundir a confecção dessas pranchas. Elas são mais lentas que as usuais, vai depender do tipo de garrafa utilizada. Mas a diversão é garantida – diz Jairo, que usa, ainda, cola, compensados de plásticos e canos de pvc, material que pode ser encontrado no lixo, excetuando-se, aí, a cola.

Jairo Lumertz Surfe (Foto: Arquivo Pessoal) 
Jairo Lumertz em ação com a prancha de lixo: ele mostra que é possível sim se divertir (Foto: Arquivo Pessoal)
 
Seis ONGs que atendem crianças e adolescentes em Porto de Galinhas garantiram presença no evento. São esperadas mais de 100 pessoas no workshop. Para os líderes das entidades, Jairo chega com uma opção de dar um direcionamento importante, tendo como armas o esporte e o amor pela ecologia.

Alexandre Ferraz Surfe (Foto: Divulgação / Bidu)Alexandre Ferraz vai chegar junto no evento em Porto de Galinhas (Foto: Divulgação / Bidu)
 
- Alguns meninos me alertaram sobre a sujeira nos mangues de Ipojuca, que é muita. Se você ensina uma criança dessas a fazer pranchas com o material, certamente teremos um impacto positivo no meio ambiente. Além disso, é uma maneira de os que não têm dinheiro para comprar pranchas fazerem as suas próprias e praticar um esporte. Todos estão ansiosos para participar da brincadeira - disse Pastor Alexandre, o "Pastor Beleza".
Quem também garantiu presença foi o surfista de ondas gigantes, o pernambucano Alexandre Ferraz. Acostumado a enfrentar as condições mais assustadoras pelo mundo, nunca teve a oportunidade de surfar com pranchas feitas de pet, embora tenha conhecimento da iniciativa de Jairo.
- Desde minha infância surfo nas ondas do Litoral Sul do Estado. E, para mim, não deixa de ser uma honra participar de uma iniciativa como essa, que tem como foco não só a limpeza do meio ambiente de Ipojuca, que está cada dia mais degradado, mas a prática de um esporte tão saudável para as pessoas. Por isso, não poderia faltar. E não vejo a hora de pegar onda com uma prancha dessas. Tenho certeza que vai ser emocionante.