Ao
todo, 80 esportistas disputarão a edição japonesa no masculino e no
feminino em duas modalidades, Park e Street. Classificação será feita
através do ranking mundial
Leticia Bufoni é um dos principais nomes do skate brasileiro (Foto: Harry How / Staff)
Uma
assembleia anual da Federação Internacional de Skate (ISF), realizada
na última sexta-feira na cidade de Los Angeles, na Califórnia, definiu
que Brasil e Estados Unidos terão, cada um, 12 skatistas nos Jogos
Olímpicos de Tóquio, em 2020. A decisão foi tomada porque os dois países
são os mais tradicionais nas quatro rodinhas e, na última década,
protagonizaram as disputas por títulos dos principais campeonatos. Ao
todo, serão 80 atletas na Olimpíada nesse esporte, sendo 40 mulheres e
40 homens, divididos em duas modalidades, Park e Street.
- O
Brasil, junto com os Estados Unidos, já têm vagas garantidas. Vão ser
três para brasileiros tanto no Park quanto no Street, no masculino e no
feminino. Serão 12 brasileiros que terão vaga garantida na Olimpíada de
Tóquio 2020. E essa seleção vai ser realizada através do ranking mundial
de 2019. Isso significa que os três brasileiros melhores colocados no
ranking mundial de 2019 na modalidade Park ou Street, em seu gênero, têm
vagas asseguradas. Por que esses países terão essa "regalia"? É porque
hoje os principais skatistas do mundo, que disputam títulos nos últimos
10 anos, são os brasileiros e os americanos. Então, por serem potências
e, para manter o nível técnico no evento alto, para entrarem grandes
investidores e termos grandes ídolos, foi a forma que encontraram de
garantir a presença das estrelas - comentou Ed Scander, atual
vice-presidente da Confederação Brasileira de Skate (CBSk).
Luan Oliveira e Kelvin Hoefler, do Brasil, na SLS (Foto: Street League Skateboarding (SLS))
Além
dos três skatistas de Brasil e de Estados Unidos, entrarão os seis
melhores da Europa, e os dois melhores das Américas, da África, da Ásia e
da Oceania, totalizando 20 esportistas em cada modalidade e gênero. Ou
seja, 80 skatistas ao todo na Olimpíada de Tóquio 2020. Todos serão
selecionados através do ranking mundial de 2019.
Juntamente com caratê, escalada, surfe e beisebol, o skate foi aprovado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), em decisão que dividiu a elite
e, após aparecer como demonstração nos Jogos da Juventude de Nanquim,
em 2014, entrou no programa da edição japonesa com as modalidades Park e
Street no ano passado. A primeira seguirá o formato de disputa do
circuito mundial Vans Park Series, e a segunda, o regulamento da Street
League Skateboarding (SLS).
Nyjah Huston é hoje o principal rival do Brasil na modalidade Street (Foto: Reprodução/Instagram)
-
Em relação às regras e julgamento, vai ser usado, no caso do Street, o
que está sendo usado na Street League Skateboarding, que é o principal
circuito de Street do mundo. Eles dão mais de um milhão de dólares de
premiação durante o ano. Já o Park vai ser usado o sistema que está
sendo hoje utilizado pelo Vans Park Series, que é o principal circuito
mundial dessa modalidade - completou Ed Scander.
O Brasil
estará muito bem representado em Tóquio 2020. Na modalidade Park, por
exemplo, tem como principal nome o catarinense Pedro Barros,
vice-colocado do ranking mundial (atrás apens do americano Alex
Sorgente) e dono de seis ouros, três pratas e dois bronzes nos X Games.
Além dele, no momento, Murilo Peres e Miguel Oliveira, no masculino, e
Yndiara ASP, no feminino, são os destaques.
Já no Street, o
Brasil é o país mais forte. Leticia Bufoni e Pâmela Rosa são a primeira e
a terceira colocadas do ranking mundial no feminino. Monica Torres
também já começa a dar as caras internacionalmente, tendo participado,
inclusive, da disputa do Super Crown - espécie de decisão da SLS.
Enquanto isso, no masculino, Luan Oliveira, em segundo (atrás somente do
americano Nyjah Huston); e Kelvin Hoefler, em quarto no ranking
mundial, são os principais nomes. Ivan Monteiro, Carlos Ribeiro, Felipe
Gustavo, entre outros, também são postulantes às vagas.
As
decisões referentes ao skate na Olimpíada de Tóquio 2020 são tomadas por
uma comissão nomeada pela Comitê Olímpico Internacional (COI) e que
formada pela Federação Internacional de Skate (ISF), representada por
seus dirigentes máximos Gary Rehm e Neal Hendrix, além da Federação
Internacional de Desportos sobre Patins (FIRS), cujo presidente é
Sabatini Aracu. A FIRS é responsável pela parte burocrática e
antidoping, e a parte técnica - montagem de pistas, formatos de disputa,
seletivas, convocação de árbitros e comissões técnicas -, fica com a
ISF.
Fonte: http://globoesporte.globo.com